Conformismo: como lidar com esta armadilha?

conformismo

Estamos enfrentando uma pandemia, esse é um fato que não podemos mudar, mas o conformismo diante de outros fatores só depende de nós. Veja por que:

Querido leitor, qual sua reação quando ouve frases do tipo: sou assim mesmo, estressado, é de família; já tentei e não consigo mudar; seu filho é desorganizado igual a você; não sou bom em matemática, então desisti…

Nessa hora, você concorda ou discorda? Ou, você mesmo sempre diz frases nesse sentido?

Em algum momento de nossas vidas, com maior ou menor frequência, já proclamamos frases desse tipo, caímos direitinho na armadilha do conformismo.

O que é Conformismo?

Augusto Cury define conformismo como:

“ A arte de se acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades psíquicas, os eventos sociais e as barreiras físicas”.

Vamos começar essa análise separando os fatores em dois: aqueles que precisamos aceitar, pois não temos o poder de mudar e aqueles que estão ao nosso alcance, que podemos transformar.

Os fatores que precisamos aceitar são aqueles que herdamos, como a nossa genética e a nossa história como sociedade. Afinal, quando nascemos, a história do mundo, do nosso país e, inclusive, da nossa família já estava sendo escrita e tudo isso colaborou para a construção de quem somos. Estamos vivendo um momento muito delicado na história mundial, a existência da pandemia é um fator que nós não podemos mudar, mas existem muitos fatores que podemos modificar no nosso dia a dia em relação a ela.

Então, o que podemos mudar? 

Quando recebemos um estímulo externo, ele nos causa uma reação interna, que poderá ser uma emoção, um sentimento, um pensamento e, consequentemente, provoca um comportamento. Todo esse processo acontece dentro de nós, então podemos transformá-lo como quisermos.

A metáfora do sapato

Imaginem a seguinte situação: você ganhou um belíssimo sapato de presente de alguém que lhe ama muito (esse fato você não pode mudar), mas esse belo sapato está apertando seu dedão e, consequentemente, lhe fazendo sofrer. Você insistirá em usar esse sapato?

Talvez você responda: Sim, porque não quero correr o risco de chatear a pessoa que me presenteou. O que ela vai pensar de mim? Posso usá-lo de vez em quando, mesmo que tenha que sofrer um pouquinho.

Pronto! Essas reflexões de medo lhe paralisaram e você já criou um milhão de justificativas para continuar sofrendo com o sapato apertado e, em todas elas, você está deixando alguém muito importante em segundo plano, você.

Quando nos conformamos com essa situação, bloqueamos nossa inteligência emocional e nos tornamos incapazes de encontrar uma solução saudável.

Assim, criamos uma coleção de sapatos apertados, e, quando nos dermos conta, não conseguiremos mais andar, nos veremos presos, com dor, sendo egoístas com nós mesmos, nos privando de termos um sapato melhor.

Direcione seu pensamento para: o sapato é meu e eu posso escolher o que for melhor para mim. Essa metáfora do sapato deve ser aplicada com as ideias e pensamentos que estão nos machucando. Se, neste momento, o isolamento social se faz necessário, ao invés de se lamentar, procure realizar metas antigas, estar mais próximo da família…

Quais habilidades podem nos ajudar a sair da armadilha do conformismo?

Reconheça

É necessário ter humildade para reconhecer que caímos em armadilhas e que é preciso reconhecer as que costumamos cair, porque só se pode vencer o inimigo quando sabemos de quem se trata.

Contemple o Belo

Começando com o que está mais perto, contemple o belo que está dentro de você. Vamos desenterrar nossos tesouros, não tenha medo de descobrir sua própria capacidade, sua linda força!

“Ser feliz não é um dom genético nem privilégio de uma casta social. Ser feliz é contemplar o belo, é fazer diariamente das pequenas coisas um espetáculo aos seus olhos. Quem não treinar sua emoção para contemplar o belo viverá uma vida miserável, ainda que seja socialmente invejado” (Augusto Cury).

Pratique o DCD

Coloque as suas ideias que expressam conformismo em pauta e duvide delas. Muito bem! Agora faça críticas construtivas a respeito delas.

Usando toda sua criatividade, determine ações que transformarão essas situações em algo saudável, que não trarão mais sofrimento. Parabéns! Você aplicou a técnica DCD (Duvidar, Criticar e Determinar) e, se conseguir repetir essa ação sempre que possível, tornará a técnica um hábito em sua vida.

Que tal aplicarmos essa técnica para esse momento de pandemia mundial?

Temos que aceitar alguns fatos, como a existência de uma pandemia que desencadeou uma crise mundial, ok – esses são fatos que não podemos mudar. E o que você gostaria de focar a partir de agora?

Você está mesmo fazendo tudo o que pode para aproveitar esse tempo ao máximo? Estar mais próximo emocionalmente da família; organizar seus armários, livros e roupas, estudar para um curso ou concurso?

Tenha Ambições Saudáveis

Ambição não é algo negativo, pelo contrário, precisamos saber quais são nossas reais ambições para que tenhamos combustível para alcançá-las.

Por exemplo, você almeja parar de fumar, qual suas ambições para alcançar esse feito?

Vá além do óbvio, além das três primeiras respostas.

Pergunta 1 – Quero parar de fumar por quê? Porque quero ter mais saúde.

Pergunta 2 – Por que quero ter mais saúde?
Para ter mais disposição

Pergunta 3 – Para que quero ter mais disposição?
Para poder brincar e andar de bicicleta com os meus filhos!

É isso! Você quer parar de fumar para andar de bicicleta com os seus filhos, esse deverá ser seu combustível que o moverá a parar de fumar!

Jornada contra o conformismo

Agora, você já tem algumas ferramentas para iniciar sua jornada contra o conformismo. Não deixe para depois!

Se você está disposto a ser uma pessoa melhor do que era ontem, com toda certeza, você se presenteará e, consequentemente, presenteará  quem convive com você.

Não seja conformista, explore novos desafios e oportunidades! Só depende de você se coroar como Rei ou Rainha do seu reino psíquico!

Olá, como posso te auxiliar?
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